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sexta-feira, maio 4th, 2012 - por Eduardo Vanin

EUA:

9:30

> Taxa de desemprego veio em 8.1%; anterior 8.3%; esperado de 8.2%. >> A força de trabalho diminuiu em 342 mil. A taxa de desemprego teve queda em função da diminuição da força de trabalho. Número de desempregados diminuiu em 173 mil.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +130 mil vagas anterior revisado de +121 mil vagas para 166 mil, esperado para abril +168 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 115 mil contra anterior revisado de +120 mil para +154 mil vagas.

>Número de desempregados recuou de 12.67 Milhões de pessoas para 12.5 milhões.

>Governo cortou 1000 mil vagas; Corte de 187 mil vagas em 12 meses.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 4 centavos/hora para $23.24.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.4 horas.

>Número de pessoas que estão desempregadas há mais de 27 semanas – desemprego estrutural: queda de 207 mil para 5.1 milhões (40.8% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Aumento de 181 mil para 7.85 milhões.

Detalhes: Abril e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: -7 mil. No ano criação de 5 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.94 milhões.
  • Mineração: +1 mil. No ano criação de 13 mil vagas. Desde o início da crise criação de 95 mil.
  • Indústrias: +31 mil. No ano criação de 138 mil vagas. Desde o início da crise corte de 3.66 milhões.
    • Manufatura: +37 mil. No ano criação de 120 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.81 milhão.
    • Bens duráveis: +26 mil. No ano criação de 94 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.25 milhões.
    • Bens n-duráveis: +11 mil. No ano criação de 26 mil vagas. Desde o início da crise corte de 566 mil.
  • Serviços: +90 mil. No ano criação de 493 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.12 milhões.
    • Varejo: +27.9 mil. No ano criação de 240 mil vagas. Desde o início da crise corte de 880 mil.
    • Transporte e Armazenagem: +50.2 mil vagas. No ano criação de 67 mil vagas.
    • Setor financeiro: +2 mil. No ano corte de 2 mil vagas. Desde o início da crise corte de 603 mil.
    • Temporário: -7.5 mil. No ano criação de 96 mil vagas. Desde o início da crise corte de 254 mil.
    • Serviços Profissionais: +12 mil. No ano criação de 452 mil vagas.
    • Educação e Saúde: +29 mil. No ano criação de 427 mil vagas.
    • Lazer e hotelaria: +21 mil. No ano criação de 268 mil vagas.
  • Governo: -1 mil. No ano criação de 4 mil vagas. Desde o começo da crise corte de 380 mil vagas.

segunda-feira, abril 9th, 2012 - por Eduardo Vanin

EUA:

9:30 – Dados de 6a-feira

> Taxa de desemprego veio em 8.3%; anterior 8.3%; esperado de 8.3%. >> A força de trabalho diminuiu em 164 mil. A taxa de desemprego teve queda em função da diminuição da força de trabalho. Número de desempregados diminuiu em 133 mil.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +121 mil vagas, esperado +205 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 120 mil contra anterior de +240 mil vagas – revisado.

>Número de desempregados recuou de 12.8 Milhões de pessoas para 12.67 milhões.

>Governo cortou 1000 mil vagas; Corte de 187 mil vagas em 12 meses.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 4 centavos/hora para $23.24.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.4 horas.

>Número de pessoas que estão desempregadas há mais de 27 semanas – desemprego estrutural: queda de 118 mil para 5.3 milhões (41.9% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Queda de 447 mil para 7.67 milhões.

Detalhes: Fevereiro e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: -7 mil. No ano criação de 5 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.94 milhões.
  • Mineração: +1 mil. No ano criação de 13 mil vagas. Desde o início da crise criação de 95 mil.
  • Indústrias: +31 mil. No ano criação de 138 mil vagas. Desde o início da crise corte de 3.66 milhões.
    • Manufatura: +37 mil. No ano criação de 120 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.81 milhão.
    • Bens duráveis: +26 mil. No ano criação de 94 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.25 milhões.
    • Bens n-duráveis: +11 mil. No ano criação de 26 mil vagas. Desde o início da crise corte de 566 mil.
  • Serviços: +90 mil. No ano criação de 493 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.12 milhões.
    • Varejo: +27.9 mil. No ano criação de 240 mil vagas. Desde o início da crise corte de 880 mil.
    • Transporte e Armazenagem: +50.2 mil vagas. No ano criação de 67 mil vagas.
    • Setor financeiro: +2 mil. No ano corte de 2 mil vagas. Desde o início da crise corte de 603 mil.
    • Temporário: -7.5 mil. No ano criação de 96 mil vagas. Desde o início da crise corte de 254 mil.
    • Serviços Profissionais: +12 mil. No ano criação de 452 mil vagas.
    • Educação e Saúde: +29 mil. No ano criação de 427 mil vagas.
    • Lazer e hotelaria: +21 mil. No ano criação de 268 mil vagas.
  • Governo: -1 mil. No ano criação de 4 mil vagas. Desde o começo da crise corte de 380 mil vagas.

sexta-feira, março 9th, 2012 - por Eduardo Vanin

EUA:

10:30

> Taxa de desemprego veio em 8.3%; anterior 8.3%; esperado de 8.3%. >> A força de trabalho cresceu 476 mil. A taxa de desemprego manteve-se estável msmo com aumento de procura de vagas – bom sinal.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +233 mil vagas, esperado +220 mil; anterior revisado de +257 mil para +285 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 227 mil contra anterior de +284 mil vagas.

>Número de desempregados manteve-se em 12.8 Milhões de pessoas contra 13.75 milhões em fev/11.

>Governo cortou 12 milvagas; Corte de 54 mil vagas em 3 meses.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 4 centavos/hora para $23.24.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.4 horas.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas – desemprego estrutural: queda de 92 mil para 5.42 milhões (42.3% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Queda de 111 mil para 8.12 milhões.

Detalhes: Fevereiro e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: +17 mil. No ano criação de 46 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.94 milhões
  • Mineração: +8 mil. No ano criação de 91 mil vagas.
  • Manufatura: -23 mil. No ano criação de 225 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.93 milhões.
    • Bens duráveis: +23 mil. No ano criação de 239 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.33 milhões.
    • Bens n-duráveis: 0 mil. No ano corte de 14 mil vagas. Desde o início da crise corte de 609 mil.
  • Serviços: +164 mil. No ano criação de 1.56 milhões de vagas. Desde o início da crise corte de 1.85 milhões.
    • Varejo: +27.9 mil. No ano criação de 240 mil vagas. Desde o início da crise corte de 880 mil.
    • Transporte e Armazenagem: +50.2 mil vagas. No ano criação de 67 mil vagas.
    • Setor financeiro: +2 mil. No ano corte de 2 mil vagas. Desde o início da crise corte de 603 mil.
    • Temporário: -7.5 mil. No ano criação de 96 mil vagas. Desde o início da crise corte de 254 mil.
    • Serviços Profissionais: +12 mil. No ano criação de 452 mil vagas.
    • Educação e Saúde: +29 mil. No ano criação de 427 mil vagas.
    • Lazer e hotelaria: +21 mil. No ano criação de 268 mil vagas.
  • Governo: -12 mil. No ano corte de 207 mil vagas. Desde o começo da crise corte de 360 mil vagas.

sexta-feira, janeiro 6th, 2012 - por Eduardo Vanin

11:30

>> A média de criação de vagas pelo setor privado em 2011 ficou em 160 mil vagas contra 92 mil em 2010.

>> Revisões de Novembro e outubro -3 mil vagas

> Taxa de desemprego veio em 8.5%; anterior 8.6%; esperado de 8.7%. >> A força de trabalho contraiu 50 mil. A queda da taxa de desemprego se deve a menor procura por vagas.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +212 mil vagas, esperado +160 mil; anterior revisado de +140 mil para +120 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 200 mil contra anterior de 100 mil vagas [esperado +150 mil].

>Número de desempregados caiu  de 13.32 Milhões de pessoas para 13.09 milhões.

>Governo cortou 12 milvagas; Corte de 54 mil vagas em 3 meses.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 4 centavos/hora para $23.24.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.4 horas.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas – desemprego estrutural: queda de 52 mil para 5.59 milhões (42.6% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Queda de 371 mil para 8.1 milhões.

Detalhes: Dezembro e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: +17 mil. No ano criação de 46 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.94 milhões
  • Mineração: +8 mil. No ano criação de 91 mil vagas.
  • Manufatura: -23 mil. No ano criação de 225 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.93 milhões.
    • Bens duráveis: +23 mil. No ano criação de 239 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.33 milhões.
    • Bens n-duráveis: 0 mil. No ano corte de 14 mil vagas. Desde o início da crise corte de 609 mil.
  • Serviços: +164 mil. No ano criação de 1.56 milhões de vagas. Desde o início da crise corte de 1.85 milhões.
    • Varejo: +27.9 mil. No ano criação de 240 mil vagas. Desde o início da crise corte de 880 mil.
    • Transporte e Armazenagem: +50.2 mil vagas. No ano criação de 67 mil vagas.
    • Setor financeiro: +2 mil. No ano corte de 2 mil vagas. Desde o início da crise corte de 603 mil.
    • Temporário: -7.5 mil. No ano criação de 96 mil vagas. Desde o início da crise corte de 254 mil.
    • Serviços Profissionais: +12 mil. No ano criação de 452 mil vagas.
    • Educação e Saúde: +29 mil. No ano criação de 427 mil vagas.
    • Lazer e hotelaria: +21 mil. No ano criação de 268 mil vagas.
  • Governo: -12 mil. No ano corte de 207 mil vagas. Desde o começo da crise corte de 360 mil vagas.

sexta-feira, novembro 4th, 2011 - por Eduardo Vanin

12:00

Itália: Berluscoli recusa ajuda do FMI >> euro azedando.

>> Itália: Bonds de 10 anos trabalahndo acima de 6% pelo 5o dia seguido, nível mais alto desde agosto. Um bom indicador de estresse é o número de dias em que os Bonds são negociados acima desse nível. O yield entre 6 e 7% parece ser encarado como um divisor de águas no que se refere a capacidade do país em acessar o mercado por conta própria. Após essa barreira, Portugal, Irlanda e Grécia viram o custo de financiamento explodir, forçando os mesmos a aceitarem pacotes de resgate. No caso da Grécia, o yield foi negociado por 22 dias entre 6 e 7% [hoje acima de 24%], enquanto Portugal e Irlanda viram o custo subir rapidamente após 10 dias de negociação entre esse intervalo.

11:00

>> A média de criação de vagas pelo setor privado nos 10 primeiros meses em 182 mil vagas contra 82 mil no mesmo período de 2010.

>> Governo diz que 41 mil vagas podem

10:30

>Taxa de desemprego veio em 9.0%; anterior 9.1%; esperado de 9.1%. >> A força de trabalho aumentou 181 mil. Alta de 604 mil em 3 meses – forte.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +104 mil vagas, esperado +120 mil; Setembro revisado de +137 para 191 e Agosto revisado de +42 mil para +72 mil.

>> Revisões de Agosto e Setembro +117 mil vagas

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 80 mil contra anterior de 103 mil vagas [esperado +90 mil]

9:00

  • Canadá >> Criação/corte de vagas de trabalho em outubro: Empresas e setor público cortaram 54 mil vagas em outubro [esperado +15 mil]. A taxa de desemprego subiu de 7.1% para 7.3% [esperado 7.1%]. >> A correlação com o payroll nos EUA é forte em momentos de aquecimento econômico ou desaquecimentos mais severos. Em momentos de estabilidade (como o atual) a correlação fica mais errática. Por outro lado, os efeitos do desaquecimento dos EUA em seu principal parceiro comercial é notável.

EUA:

sexta-feira, outubro 7th, 2011 - por Eduardo Vanin

15:30

SP500: Setor dos bancos (responde por 15% do valor do índice) com queda de 3.5%. Artigo no WSJ diz que a exposição dos bancos americanos à Europa é de $640 bilhões.

10:30

>> A taxa de desemprego não cai devido à recuperação na força de trabalho, ou seja, há mais pessoas buscando emprego, passando a fazer parte da estatística do governo.

>> Ponto ruim: A economia americana precisa criar cerca de 1.5 milhões de vagas de trabalho todo ano a fim de comportar o crescimento natural da força de trabalho (de janeiro de 2002 a dez de 2007 a taxa de crescimento da força de trabalho foi de 1% a.a. ou pouco mais de 1.5 milhões de pessoas por ano), contra criação anual média de 1.25 milhões de vagas, mantendo a taxa de desemprego estável. Outro ponto é a eliminação natural de vagas de trabalho ligada ao ganho de produtividade. Assim, o PIB americano deve crescer, a grosso modo, acima de 3% apenas para manter a taxa de desemprego estável – não é o que está acontecendo (1o trimestre +0.4% e 1.3% no 2o tri). Assim, como o PIB não cresce e ainda assim a taxa de desemprego permanece em torno de 9% a força de trabalho deve encolher na mesma proporção (encolheu 700 mil desde dez de 2007), impactando na confiança e no consumo. Além disso, os Estados e municípios estão cortando gastos e por consequência vagas de trabalho, eliminando os efeitos dos estímulos federais.

>> Ponto conjuntural: Outro ponto que está impedindo a queda na taxa de desemprego é a queda no valor líquido e no rendimento das aposentadorias, forçando muitos americanos a permanecerem mais tempo no mercado de trabalho. Além disso a mobilidade das famílias americanas está menor. O mercado de trabalho americano sempre foi conhecido pela sua flexibilidade, onde as pessoas estão sempre se deslocando dentro do país atrás de novas vagas de trabalho. Após a crise das hipotecas, esta mobilidade caiu bruscamente devido a um fator técnico. Como mais de 11 milhões de residências nos EUA estão em condição “under water”, ou seja, o valor da hipoteca supera o valor de mercado da residência, as famílias simplesmente não conseguem começar uma nova vida em outro local, pois não há saldo líquido na venda de suas casas.

9:30

>Taxa de desemprego veio em 9.1%; anterior 9.1%; esperado de 9.1%. >> A força de trabalho aumentou 423 mil. Alta de 790 mil em 3 meses – forte.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +137 mil vagas, esperado +102 mil; Agosto revisado de +17 mil para +42 mil e Julho revisado de +156 mil para +173k. Junho revisado de +80 para +75 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): criação de 103 mil vagas.

>Número de desempregados subiu de 13.91 Milhões de pessoas para 14.09.

>Governo cortou 34 milvagas; Corte de 65 mil vagas em 3 meses. Agosto e Julho revisados de -76mil para -52 mil.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 3 centavos/hora para $23.09.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.2 horas, inalterado – não há ganho de produtividade.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: alta de 208 mil para 6.24 milhões (44.6% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Subiu 444 mil para 9.27 milhões.

Detalhes: Agosto e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: +26 mil. No ano criação de 73 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.94 milhões
  • Mineração: +5 mil. No ano criação de 66 mil vagas.
  • Manufatura: -13 mil. No ano criação de 123 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.98 milhões.
    • Bens duráveis: -8 mil. No ano criação de 114 mil vagas. Desde o início da crise corte de 1.39 milhões.
    • Bens n-duráveis: -5 mil. No ano abertura de 9 mil vagas. Desde o início da crise corte de 590 mil.
  • Serviços: +119 mil. No ano criação de 985 mil vagas. Desde o início da crise corte de 2.36 milhões
    • Varejo: +13.6 mil. No ano criação de 114 mil vagas. . Desde o início da crise corte de 975 mil.
    • Transporte e Armazenagem: -1.9 mil vagas. No ano criação de 10 mil vagas
    • Setor financeiro: -8 mil. No ano corte de 4 mil vagas. Desde o início da crise corte de 624 mil.
    • Temporário: +19.4 mil. No ano criação de 81 mil vagas. . Desde o início da crise corte de 270 mil.
    • Serviços Profissionais: +48 mil. No ano criação de 327 mil vagas.
    • Educação e Saúde: +45 mil. No ano criação de 292 mil vagas.
    • Lazer e hotelaria: -4 mil. No ano criação de 152 mil vagas.
  • Governo: -34 mil. No ano corte de 207 mil vagas. Desde o começo da crise corte de 360 mil vagas.

sexta-feira, setembro 2nd, 2011 - por Eduardo Vanin

10:30

>> A taxa de desemprego não sobe devido à queda na força de trabalho. Isso mostra a fraqueza do mercado de trabalho americano e a inevitável queda na confiança das pessoas que deixam de procurar emprego, deixando de fazer parte das estatísticas do governo.

>> Ponto ruim: A economia americana precisa criar cerca de 1.5 milhões de vagas de trabalho todo ano a fim de comportar o crescimento natural da força de trabalho (de janeiro de 2002 a dez de 2007 a taxa de crescimento da força de trabalho foi de 1% a.a. ou pouco mais de 1.5 milhões), mantendo a taxa de desemprego estável. Outro ponto é a eliminação natural de vagas de trabalho ligada ao aumento da produtividade. Assim, o PIB americano deve crescer, a grosso modo, acima de 3% apenas para manter a taxa de desemprego estável – não é o que está acontecendo (1o trimestre +0.4% e 1% no 2o tri). Assim, como o PIB não cresce e ainda assim a taxa de desemprego permanece em torno de 9% a força de trabalho deve encolher na mesma proporção (encolheu 700 mil desde dez de 2007). Além disso, os Estados e municípios estão cortando gastos e por consequência vagas de trabalho, eliminando os efeitos dos estímulos federais.

>> Ponto conjuntural: Outro ponto que está impedindo a queda na taxa de desemprego é a queda no valor líquido e no rendimento das aposentadorias, forçando muitos americanos a permanecerem mais tempo no mercado de trabalho. Além disso a mobilidade das famílias americanas está menor. O mercado de trabalho americano sempre foi conhecido pela sua flexibilidade, onde as pessoas estão sempre se deslocando dentro do país atrás de novas vagas de trabalho. Após a crise das hipotecas, esta mobilidade caiu bruscamente devido a um fator técnico. Como mais de 11 milhões de residências nos EUA estão em condição “under water”, ou seja, o valor da hipoteca supera o valor de mercado da residência, as famílias simplesmente não conseguem começar uma nova vida em outro local, pois não há saldo líquido na venda de suas casas.

>> Dólar: Seguirá pressionado, pois o BC americano condicionou a condução da política monetária ao desempenho da economia, principalmente a busca do pleno emprego. Com isso, as apostas em mais medidas de aumento de liquidez devem aumentar. Por outro lado, os efeitos de aumento do otimismo no mercado devem ser de curta duração, pois a eficiência é questionável. 

9:30

>Taxa de desemprego veio em 9.1%; anterior 9.1%; esperado de 9.1%. >> A força de trabalho aumentou 366 mil.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +17 mil vagas, esperado +75 mil; Julho revisado de +154k para +156k. Junho revisado de +80 para +75 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio sem mudanças, Julho revisado de +117k para +85k.

>Número de desempregados subiu de 13.91 Milhões de pessoas para 14.09.

>Governo cortou 17 milvagas; Corte de 143 mil vagas em 3 meses. Julho e Junho revisados de -76mil para -126 mil.

>Ganho médio por hora trabalhada: queda de 3 centavos/hora para $23.09.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.2 horas, inalterado – não há ganho de produtividade.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: Sem mudanças, permanecendo em 6 milhões (42.9% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Subiu 430 mil para 8.83 milhões.

Detalhes: Agosto e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: -5 mil. No ano criação de 34 mil vagas
  • Mineração: +5 mil. No ano criação de 66 mil vagas
  • Manufatura: -3 mil. No ano criação de 180 mil vagas
    • Bens duráveis: -3 mil. No ano criação de 185 mil vagas
    • Bens n-duráveis: Sem var. No ano corte de 5 mil vagas
  • Serviços: +20. No ano criação de 868 mil vagas.
    • Varejo: -7.8 mil. No ano criação de 129 mil vagas
    • Transporte e Armazenagem: -2.4 mil vagas. No ano criação de 10 mil vagas
    • Setor financeiro: +3 mil. No ano corte de 34 mil vagas
    • Temporário: +4.7 mil. No ano criação de 14 mil vagas
    • Serviços Profissionais: +28 mil. No ano criação de 291 mil vagas
    • Educação e Saúde: +34 mil. No ano criação de 216 mil vagas
    • Lazer e hotelaria: +2 mil. No ano criação de 151 mil vagas
  • Governo: -17 mil. No ano corte de 290 mil vagas

EUA:

sexta-feira, agosto 5th, 2011 - por Eduardo Vanin

>> A taxa de desemprego não sobe devido à queda na força de trabalho. Isso mostra a fraqueza do mercado de trabalho americano e a inevitável queda na confiança das pessoas que deixam de procurar emprego, deixando de fazer parte das estatísticas do governo.

>> Ponto ruim: A economia americana precisa criar cerca de 1.5 milhões de vagas de trabalho todo ano a fim de comportar o crescimento natural da força de trabalho (de janeiro de 2002 a dez de 2007 a taxa de crescimento da força de trabalho foi de 1% a.a. ou pouco mais de 1.5 milhões), mantendo a taxa de desemprego estável. Outro ponto é a eliminação natural de vagas de trabalho ligada ao aumento da produtividade. Assim, o PIB americano deve crescer, a grosso modo, acima de 3% apenas para manter a taxa de desemprego estável – não é o que está acontecendo. Assim, como o PIB não cresce e ainda assim a taxa de desemprego permanece em torno de 9% a força de trabalho deve encolher na mesma proporção (encolheu 700 mil desde dez de 2007). Além disso, os Estados e municípios estão cortando gastos e por consequência vagas de trabalho, eliminando os efeitos dos estímulos federais.

>> Ponto conjuntural: Outro ponto que está impedindo a queda na taxa de desemprego é a queda no valor líquido e no rendimento das aposentadorias, forçando muitos americanos a permanecerem mais tempo no mercado de trabalho. Além disso a mobilidade das famílias americanas está menor. O mercado de trabalho americano sempre foi conhecido pela sua flexibilidade, onde as pessoas estão sempre se deslocando dentro do país atrás de novas vagas de trabalho. Após a crise das hipotecas, esta mobilidade caiu bruscamente devido a um fator técnico. Como mais de 11 milhões de residências nos EUA estão em condição “under water”, ou seja, o valor da hipoteca supera o valor de mercado da residência, as famílias simplesmente não conseguem começar uma nova vida em outro local, pois não há saldo líquido na venda de suas casas. 

9:30

>Payroll privado: Revisões dos dados de Junho e Maio somam +56 mil.

>Taxa de desemprego veio em 9.1%; anterior 9.2%; esperado de 9.2%. >> A taxa caiu em conjunto com queda na força de trabalho (queda de 193 mil pessoas na força de trabalho. Desde o começo da crise a força de trabalho encolheu 700 mil). Essa combinação mostra que há menos pessoas buscando emprego, contribuindo com a queda na taxa. Logo as mesmas pessoas voltarão a buscar emprego, mantendo a taxa de desemprego elevada.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +154 mil vagas, esperado +108 mil; Junho revisado de +57k para +80k. Maio revisado de +73 para +83 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio +117 mil vagas, Junho revisado de +18k para +46k.

>Número de desempregados subiu de 13.91 Milhões de pessoas para 14.09.

>Governo cortou 39 milvagas; Corte de 218 mil vagas no ano.

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 9 centavos/hora para $23.07 – Bom.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.3 horas, inalterado – não há ganho de produtividade.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: alta de 89 mil para 6.29 milhões (44.64% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Subiu 4 mil para 8.55 milhões.

Detalhes: Jul e acumulado no ano (em 1.000).

  • Construção: +8 mil. No ano criação de 34 mil vagas
  • Mineração: +10 mil. No ano criação de 66 mil vagas
  • Manufatura: +24 mil. No ano criação de 180 mil vagas
    • Bens duráveis: +23 mil. No ano criação de 185 mil vagas
    • Bens n-duráveis: + mil vagas. No ano corte de 5 mil vagas
  • Serviços: +112. No ano criação de 868 mil vagas.
    • Varejo: +26 mil. No ano criação de 129 mil vagas
    • Transporte e Armazenagem: + mil vagas. No ano criação de 10 mil vagas
    • Setor financeiro: corte de 4 mil. No ano corte de 34 mil vagas
    • Temporário: +8 mil. No ano criação de 14 mil vagas
    • Serviços Profissionais: +34 mil. No ano criação de 291 mil vagas
    • Educação e Saúde: +38 mil. No ano criação de 216 mil vagas
    • Lazer e hotelaria: +17 mil. No ano criação de 151 mil vagas
  • Governo: -37 mil. No ano corte de 218 mil vagas

sexta-feira, julho 8th, 2011 - por Eduardo Vanin

>Payroll privado: Revisões dos dados de Maio e Abril somam -37 mil.

>Taxa de desemprego veio em 9.2%; anterior 9.1%; esperado de 9%. >> A taxa subiu em conjunto com queda na força de trabalho (queda de 272 mil pessoas na força de trabalho). Essa combinação mostra que apesar de menos pessoas participando do mercado de trabalho, ainda assim não houve queda na taxa de desemprego.

Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +57 mil vagas, esperado +125 mil; Maio revisado de +83 para +73 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio +18 mil vagas, esperado +105 mil; Maio revisado de +54 mil para +25

>Número de desempregados subiu de 13.91 Milhões de pessoas para 14.09.

>Governo cortou 39 milvagas; Corte de 111 mil vagas em 3 meses.

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 8 centavos/hora para $22.98.

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.3 horas.

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: alta de 89 mil para 6.29 milhões (44.64% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Subiu 4 mil para 8.55 milhões.

Detalhes: Jun/Maio/Abr/Mar/Fev/Maio2010 (em 1.000)

  • Construção: -9/-4/+4/+5/+39/-37
  • Mineração: +7/+9/+11/+15/+5/+11
  • Manufatura: +6/-2/+28/+20/+37/+20
    • Bens duráveis: +15/+12/+21/+21/+28/+26
      • Motores e componentes: +0.9/-3.5/+2.4/+14.4/-0.5/-1.3
    • Bens n-duráveis: -9/-14/+7/-1/+9/+1
  • Serviços: +53/+70(-10)/+198(-13)/+179(-15)/+179/+47
    • Varejo: 5.2/-4.3/+64.1(+7)/-5.6/+0.1/-3.3
    • Transporte e Armazenagem: +3.5/+11.5/+7/+3/+17/+4.8
    • Setor financeiro: -15/+14/-2(-6)/+5/-1/-8
    • Temporário: -12/-1.7/-5.4/+30/+11.5/+30.2
    • Serviços Profissionais: +12/+45/+45/+75/+38/+30.2
    • Educação e Saúde: 0/+18/+40/+33/+43/+26
    • Lazer e hotelaria: 17.4/+28/+34/+46/+2/-3
  • Governo: -39/-48/-24/-25/-26/+410

EUA:

sexta-feira, junho 3rd, 2011 - por Eduardo Vanin

11:00

>> Ponto de ruptura: A combinação de dados fracos nos EUA seguido por mais pacotes de injeção de liquidez resultam em dólar para baixo e ativos de risco para cima. Por outro lado, hoje temos dados mais fracos não nos EUA como também na Ásia e Zona do Euro. Além disso, mais liquidez (ou manutenção da mesma nos níveis atuais) tornará a luta contra o processo inflacionário (exceto EUA e Japão) ainda mais díficil, exigindo mais aperto monetário em outras economias - o conário atual é um pouco mais complexo  quando comparado ao cenário que tinhamos até Abril. Hoje a atitude do FED em manter a liquidez pode ser interpretado como um sinal de que a situação é mais delicada do que parece e a aversão a risco pode voltar ao mercado.   

>> Os dados de maio nos EUA só indicam uma direção: O FED terá que manter seu balanço inchado e caso o cenário piore, terá que entrar com nova roda de estímulos. Essa dinâmica (dados piores/mais facilitação quantitativa) é baixista para o Dólar.

10:00 

>> Ponto bom – crescimento da força de trabalho: Os dados mostram alta na taxa de desemprego por um efeito natural de uma economia que está buscando seu PIB potencial. Na medida em que a economia volta a se aquecer a confiança das pessoas volta a subir, levando as mesmas a buscarem emprego. Nesse caso, mais pessoas voltam às estatísticas do governo, aumentando a força de trabalho e consequente alta nas taxas de desemprego.

>> Ponto ruim: A economia americana precisa criar cerca de 1.5 milhões de vagas de trabalho todo ano a fim de comportar o crescimento natural da força de trabalho, mantendo a taxa de desemprego estável. Outro ponto é a eliminação natural de vagas de trabalho ligada ao aumento da produtividade. Assim, o PIB americano deve crescer, a grosso modo, acima de 3% apenas para manter a taxa estável – não é o que está acontecendo, resultando em aumento natural do desemprego. Além disso, os Estados e municípios estão cortando gastos e por consequência vagas de trabalho, eliminando os efeitos dos estímulos federais.

>> Ponto conjuntural: Outro ponto que está impedindo a queda na taxa de desemprego é a queda no valor líquido e no rendimento das aposentadorias, forçando muitos americanos a permanecerem mais tempo no mercado de trabalho. Além disso a mobilidade das famílias americanas está menor. O mercado de trabalho americano sempre foi conhecido pela sua flexibilidade, onde as pessoas estão sempre se deslocando dentro do país atrás de novas vagas de trabalho. Após a crise das hipotecas, esta mobilidade caiu bruscamente devido a um fator técnico. Como mais de 11 milhões de residências nos EUA estão em condição “under water”, ou seja, o valor da hipoteca supera o valor de mercado da residência, as famílias simplesmente não conseguem começar uma nova vida em outro local, pois não há saldo líquido na venda de suas casas. 

9:30

>Payroll privado: Revisões dos dados de Fevereiro e Março somam +32 mil

>Taxa de desemprego veio em 9.1%; anterior 9%; esperado de 8.9%. >> A taxa subiu em conjunto com o aumento da força de trabalho (aumento de 272 mil pessoas na força de trabalho). Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +83 mil vagas, esperado +180 mil; Abril revisado de +268 para +251 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio +54 mil vagas, esperado +170 mil; Abril revisado de +244 mil para +232

>Número de desempregados subiu de 13.74 Milhões de pessoas para 13.91.

>Governo cortou 29 milvagas; Corte de 80 mil vagas em 4 meses

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 8 centavos/hora para $22.98

>Número de Horas semanais trabalhadas: 34.4 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: alta de 361 mil para 6.2 milhões (44.55% do total de desempregados).

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: Caiu 52 mil para 8.55 milhões.

Detalhes: Maio/Abr/Mar/Fev/Maio2010 (em 1.000)

  • Construção: +2/+5/+5/+39/-37
  • Mineração: +6/+9/+15/+5/+11
  • Manufatura: -5/+24/+20/+37/+20
    • Bens duráveis: +8/+18/+21/+28/+26
      • Motores e componentes: -3.4/+2.9/+14.4/-0.5/-1.3
    • Bens n-duráveis: -13/+6/-1/+9/+1
  • Serviços: +80/+213(-11)/+179(-15)/+179/+47
    • Varejo: -8.5/+64(+7)/-5.6/+0.1/-3.3
    • Transporte e Armazenagem: +8/+7/+3/+17/+4.8
    • Setor financeiro: +3/-2(-6)/+5/-1/-8
    • Temporário: -1.2/-1.6/+30/+11.5/+30.2
    • Serviços Profissionais: +44/+50/+75/+38/+30.2
    • Educação e Saúde: +34/+54/+33/+43/+26
    • Lazer e hotelaria: -6/+32(+27)/+46/+2/-3
  • Governo: -29/-19/-25/-26/+410

EUA:

sexta-feira, maio 6th, 2011 - por Eduardo Vanin

12:30 

>> A semana: Essa semana foi marcada por uma grande liquidação de posições em commodities, iniciada pela queda histórica da Prata. Esse ano foi marcado por dois movimentos distintos, porém intimamente relacionados.

1º) A manutenção do extremo quadro de liquidez nos EUA, levando o Dólar para níveis historicamente baixos. Aliado a isso, a necessidade de reativação da economia japonesa após os desastres recentes também necessitam do mesmo tratamento – injeção de liquidez. Porém, ambas economias são incapazes de absorver tamanha injeção de liquidez, tornando economias mais aquecidas destino certo para tal fluxo – lembrando keynes e sua analogia de empurrar uma corda e injetar liquidez em economias que apresentam capacidade ociosa e falta de confiança. Do outro lado, não só investidores, mas também governos (superavitários) buscam alternativas para suas reservas que não o Dólar, gerando pressão sobre os preços de matérias primas e moedas de economias exportadoras de recursos naturais. Tal quadro (extrema liquidez e preços em alta) sofreu forte aceleração devido aos problemas de choque de oferta de energia ligado aos acontecimentos no Oriente Médio.

2º) Enxurrada de Dólares e Yens e preços de commodities em alta tornaram a tarefa dos BC´s muito difícil na medida em que as expectativas inflacionárias foram saindo de controle. Assim, praticamente todos BC´s (exceção Japão e EUA) passaram a introduzir em seus statements preocupação com o excesso de fluxo e alta das matérias primas, indicando maior aperto monetário e utilização de todo arsenal de política monetária a fim de ancorar as expectativas. Na semana que passou, os efeitos sobre a demanda vieram a tona na medida em que a atividade industrial nos emergentes passaram a demonstrar os efeitos dos recentes apertos. Assim, a aposta nas commodities teve um de seus alicerces rachado – a demanda. Esse segundo momento é agravado pela natureza do fluxo - alavancagem das posições de fundos via operações de carry-trade em combinação ao constante aumento das margens de garantias. O resultado é que a saída é sempre mais estreita.

3º – provável) Não podemos esquecer que os dados recentes da economia americana mostram divergências – queda nas vendas no varejo, aumento inesperado dos pedidos de seguro desemprego e queda na atividade dos setores industrial e de serviços, não permitem que o FED retire seu amplo arsenal de injeção de liquidez. Aliado a isso, o governo americano não demonstra consenso sobre a necessidade de redução do déficit e do endividamento (deverão votar o teto ainda esse mês). Caso os dados por lá continuem piorando, é provável que o mercado comece a falar em QE3*. Nesse caso, voltaremos ao 1º cenário e seus efeitos. 

* Programa de injeção de liquidez do FED via compra de títulos do tesouro americano – o FED resgata os títulos injetando dólares na economia.

10:00 

>> Os dados mostram alta na taxa de desemprego por um efeito natural de uma economia que está buscando seu PIB potencial. Na medida em que a economia volta a se aquecer a confiança das pessoas volta a subir, levando as mesmas a buscar emprego. Nesse caso, mais pessoas voltam às estatísticas do governo, aumentando a força de trabalho e consequente alta nas taxas de desemprego.

>> Outro ponto que está segundo a queda na taxa de desemprego é a queda no valor líquido e no rendimento das aposentadorias, forçando muitos americanos a permanecerem mais tempo no mercado de trabalho. Além disso a mobilidade das famílias americanas está menor. O mercado de trabalho americano sempre foi conhecido pela sua flexibilidade, onde as pessoas estão sempre se deslocando denrto do país atrás de novas vagas de trabalho. Após a crise das hipotecas está mobilidade caiu muito devido a um fator técnico. Como mais de 11 milhões de residências nos EUA estão em condição “under water”, ou seja, o valor da hipoteca supera o valor de mercado da residência, as famílias simplesmente não conseguem começar uma nova vida em outro Estado, pois não há saldo líquido na venda de suas casas. 

9:30

>Payroll privado: Revisões dos dados de Fevereiro e Março somam +32 mil

>Taxa de desemprego veio em 9%; anterior 8.9%; esperado de 8.8%. >> A taxa subiu em conjunto com o aumento da força de trabalho (aumento de 15 mil pessoas na força de trabalho). Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +268 mil vagas, esperado +200 mil; Março revisado de +230 para +231 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio +244 mil vagas, esperado +185 mil; Março revisado de +216 mil para +221

>Número de desempregados subiu de 13.54 Milhões de pessoas para 13.74.

>Governo cortou 24 milvagas; Corte de 60 mil vagas em 3 meses

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 0.2%; esperado +0.2%

>Número de Horas semanais trabalhadas: alta de 0.1h par 34.3 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: queda de 283 mil para 5.84 milhões (44.8% do total de desempregados), contra o pico de 6.8 milhões em Maio/10.

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: subiu 167 mil para 8.6 milhões.

Detalhes: Abr/Mar/Fev/Abr2010 (em 1.000)

  • Construção: +5/+2/+39/+16
  • Mineração: +10/+13/+5/+7
  • Manufatura: +29/+22/+37/+38
    • Bens duráveis: +19/+21/+28/+29
      • Motores e componentes: +2.9/+2.5/-0.5/+5
    • Bens n-duráveis: +10/+1/+9/+9
  • Serviços: +224/+194/+180/+168
    • Varejo: +57.1/-3.2/+0.1/+15.9
    • Transporte e Armazenagem: +4.1/+3/+17/+4.8
    • Setor financeiro: +4/+5/-1/+5
    • Temporário: -2.3/+34.4/+11.5/+21.1
    • Serviços Profissionais: +51/+86/+38/+69
    • Educação e Saúde: +49/+33/+43/+27
    • Lazer e hotelaria: +5/+14/+2/+14
  • Governo: -24/-10/-26/+48

EUA:

sexta-feira, abril 1st, 2011 - por Eduardo Vanin

12:00

William Dudley – Presidente do FED de NY: Diz que não motivos para abandonar os estímulos à economia. Dólar voltando para as mínimas.

11:00

Índice de Atividade do Setor das Indústrias – ISM das indústrias: veio 61.2; esperado 61.2; anterior 61.4

15 setores (de um total de 18) mostraram expansão.

2 setores reportaram contração.

Comentários: Setor de papeis: “nogócios continuam a melhorar, porém a alta dos preços das matérias prima estão derrubando as margens”. Setor de computadores e eletrônicos: “os investimentos das empresas estão voltando”.

Componentes abaixo:

comparação: Mar/Fev/Jan/dez - direção: expansão ou contração / taxa: menor ou maior - tendência (em meses): 

  • Ordens Novas: 63.3/68/67.8/60.9 – direção: expansão – taxa: menor – tendência: 21
  • Produção: 69/66.3/63.5/60.7 – direção: expansão – taxa: maior – tendência: 22
  • Contratações: 63/64.5/61.7/58.9 – direção: expansão – taxa: menor – tendência: 18
  • Tempo de Entrega**: 63.1/59.4/58.6/55.9 – direção: mais lenta – taxa: maior – tendência: 22
  • Estoques dos fornecedores: 47.7/48.8/52.4/51.8 – direção: contração – taxa: maior – tendência: 2
  • Estoques dos clientes: 39.5/40/45.5/44 – direção: contração – taxa: maior – tendência: 24
  • Exportações: 56/62.5/62/54.7 – direção: expansão – taxa: menor – tendência: 21
  • Importações: 56.5/55/50.3/53 – direção: expansão – taxa: maior – tendência: 19

*metodologia: pesquisa junto aos gerentes de produção de empresas de 18 setores industriais. Os gerentes respondem a uma série de perguntas  divididas em componentes. Índice acima de 50, indica expansão.

**quanto mais rápidas são as entregas, menor é a demanda.

Sobre as contratações: 12 setores dos 18 dizem ter aumentado as contratações em março. Apenas 2 setores dizem ter cortado vagas.

>> Esse dado tira pressão sobre o Dólar. Mostra que mais estímulos não são necessários. Dólar ganhando contra maioria das moedas (exceção é o Real).

9:30

>Taxa de desemprego veio em 8.8%; anterior 8.9%; esperado de 8.9%. >> A taxa caiu em conjunto com o aumento da força de trabalho (aumento de 160 mil pessoas na força de trabalho). Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +230 mil vagas, esperado +208 mil; Fevereiro revisado de +222 para +240 mil

>Payroll total (incluindo setor público): veio +216 mil vagas, esperado +190 mil; Fevereiro revisado de +192 mil para +194

>Número de desempregados caiu de 14.67 Milhões de pessoas para 13.54.

>Governo cortou 14 milvagas; Corte de 67 mil vagas em 3 meses

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 0.2%; esperado +0.2%

>Número de Horas semanais trabalhadas: alta de 0.1h par 34.3 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: aumentou 129 mil para 6.12 milhões (44.8% do total de desempregados), contra o pico de 6.8 milhões em Maio.

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: subiu 93 mil para 8.43 milhões.

Detalhes: Mar/Fev/Jan/Mar-10 (em 1.000)

  • Construção: -1/+37/-20/+17
  • Mineração: +15/+4/+5/+8
  • Manufatura: +17/+27/+57/+16
    • Bens duráveis: +17/+27/+57/+16
      • Motores e componentes: +3.2/0/+19.6/+2.2
    • Bens n-duráveis: +199/+167/+56/+110
  • Varejo: +17.7/-7.8/+30.5/+24.9
  • Transporte e Armazenagem: -0.1/+18.1/-47.2/+8.3
  • Setor financeiro: +6/-3/-10/-14
  • Temporário: +28.8/+22.7/-1.1/+30
  • Serviços Profissionais: +78/+44/+51/+2
  • Educação e Saúde: +45/+41/+29/+56
  • Governo: -14/-46/-26/+48
  • Lazer e hotelaria: +5/+14/+2/+14

EUA:

sexta-feira, março 4th, 2011 - por Eduardo Vanin

14:10

Petróleo faz novas máximas @ 104.21 >> Expectativa de menor consumo de itens discricionários está derrubando as bolsas.

>> +$1/galão nos EUA corresponde a: $11.34 bilhões/mês ou 3% das vendas no varejo, ou seja, nesse cenário de renda e salários estagnados, a alta da gasolina atua como um “ralo” para economia, drenando dinheiro e confiança.

>> A relação entre os preços da gasolina e o desempenho das vendas no varejo por vezes é inversa. Quando os preços da gasolina sobem 50% (comparação anual) as vendas no varejo caem. Hoje os preços da gasolina estão 30% na comparação anual.

Graf – Gasolina vs Desempenho do Setor de Varejo

10:30

>Taxa de desemprego veio em 8.9%; anterior 9.0%; esperado de 9.1%. >> A taxa caiu em conjunto com o aumento da força de trabalho (aumento de 60 mil pessoas na força de trabalho). Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +222 mil vagas, esperado +150 mil; Janeiro revisado de +50 para +68 mil; Dezembro revisado de +139 para +167 mil.

>Payroll total (incluindo setor público): veio +192 mil vagas, esperado +200 mil; Dezembro revisado de +36 mil para +152 mil.

>Número de desempregados caiu de 14.48 Milhões de pessoas para 13.86.

>Governo cortou 14 milvagas; Corte de 67 mil vagas em 3 meses

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 0.2%; esperado +0.2%

>Número de Horas semanais trabalhadas: alta de 0.1h par 34.3 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: aumentou 231 mil para 6.21 milhões (44.8% do total de desempregados), contra o pico de 6.8 milhões em Maio.

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: caiu 29 mil para 8.9 milhões. Em Janeiro 990 mil indivíduos desistiram de procurar emprego. Esse número é preocupante, pois contribui para a manutenção da taxa de desemprego nos níveis atuais. Por outro lado, na medida em que mais pessoas se sentirem encorajadas a procurar emprego a taxa pode voltar a subir.

Detalhes: Fev/Jan/Dez/Nov/Out (em 1.000)

  • Construção: +33/-22/-6/-8/+10
  • Mineração: +4/+4/-1/+1/+10
  • Manufatura: +33/+53/+11/+15/-4
    • Bens duráveis: +30/+61/+13/+15/+1
      • Motores e componentes: 20.4/-2.3/0.1/3.2/-1.1
    • Bens n-duráveis: +3/-8/0/-1/-5
  • Varejo: -8.1/+30.6/+6.2/-15.6/+38.2
  • Transporte e Armazenagem: +22/-44.4/+50.1/+22.1/3.9
  • Setor financeiro: +3/-12/1/-1/3
  • Temporário: +15.5/-4.9/+43.1
  • Serviços Profissionais: +47/+35/+58
  • Educação e Saúde: +40/+24/+28/
  • Governo: -30/-5/-15
  • Lazer e hotelaria: +14/+4/+2

EUA:

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011 - por Eduardo Vanin

14:30

Petróleo: Carregamento do petróleo tipo Brent (formação de preço Mar do Norte) terão redução em Março devido a menor demanda. O Brent está caindo puxando o WTI (formação Cushing – EUA).

>> Dólar deve perder força contra demais moedas. Os números de hoje não autorizam o FED a diminuir o ritmo de compras de títulos.

11:30

>Taxa de desemprego veio em 9.0%; anterior 9.4%; esperado de 9.5%. >> A queda na taxa se deve pela queda na força de trabalho (500 mil pessoas saíram da força de trabalho. 760 mil pessoas em 2 meses) Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +50 mil vagas, esperado +150 mil; Dezembro revisado de +113 para +139 mil; Novembro revisado de +50 para +128 mil – No ano, o setor privado criou 1,115 Milhão de vagas.

>Payroll total (incluindo setor público): veio +36 mil vagas, esperado +140 mil; Dezembro revisado de +103 mil para +121 mil.

>Número de desempregados caiu de 14.48 Milhões de pessoas para 13.86.

>Governo cortou 14 milvagas; Corte de 67 mil vagas em 3 meses

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 0.2%; esperado +0.2%

>Número de Horas semanais trabalhadas: alta de 0.1h par 34.3 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: aumentou 231 mil para 6.21 milhões (44.8% do total de desempregados), contra o pico de 6.8 milhões em Maio.

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: caiu 29 mil para 8.9 milhões. Em Janeiro 990 mil indivíduos desistiram de procurar emprego. Esse número é preocupante, pois contribui para a manutenção da taxa de desemprego nos níveis atuais. Por outro lado, na medida em que mais pessoas se sentirem encorajadas a procurar emprego a taxa pode voltar a subir.

Detalhes: Jan/Dez/Nov/Out/Dez09 (em 1.000)

  • Construção: -32/-17/-8/+10/0
  • Mineração: +1/-4/+1/+10/0
  • Manufatura: +49/+14/+15/-4/-18
    • Bens duráveis: +62/+14/+15/+1/-11
      • Motores e componentes: 20.4/-2.3/0.1/3.2/-1.1
    • Bens n-duráveis: -13/0/-1/-5/-7
  • Varejo: +27.5/+2.8/-15.6/+38.2/-14.5
  • Transporte e Armazenagem: -38/+48.6/+22.1/3.9/-4
  • Setor financeiro: -10/0/-1/3/-9
  • Temporário: -11.4/+38/+26.8/+28.6/+49.7
  • Serviços Profissionais: +31/+54/+26.8/+40/+22
  • Educação e Saúde: +12.9/+27.9/+30.9/+66/+37
  • Governo: -14/-18/-35/+17/-26
  • Lazer e hotelaria: -3/+8/-15/+25/-7

Mais Cedo:

  • Canadá: Mercado de Trabalho em Janeiro – Criação de 69.200 contra previsão de 15 mil – 100 mil vagas criadas em Janeiro e Dezembro. >> A relação entre as economias canadense e americana é forte. Me parece que o clima não terá muita influência (negativa) nos dados do mercado de trabalho nos EUA.
    • Vagas temporárias: 38 mil
    • Tempo integral: 31.100  
  • Mercado de trabalho: mercado esperando os números do governo sobre o mercado de trabalho americano. As projeções para a variação na folha de pagamento das empresas vão de criação de 5 mil a 230 mil vagas de trabalho. A grande dúvida é sobre o efeito climático na atividade das empresas (muito frio e neve). Pelo modelo ISM (80/20) projeta-se criação de 260 mil vagas. Ontem Bernanke deu a entender que o ritmo da criação de novas vagas é o ponto chave para o ritmo do programa de compra de títulos do FED (QE2*).
  • Imóveis: Analista do Bank of America diz que o aumento da venda de veículos nos EUA puxará a venda de casas novas. Segundo ele, as vendas de casas novas e veículos estão relacionadas na ordem de 10 para 7, ou seja, para cada 10 veículos vendidos espera-se vendas de 7 casas novas. Em 2011, o analista projeta crescimento nas vendas de 1.7 milhões de automóveis, puxando a venda de casas novas em 120 mil unidades ou crescimento de 36% contra 2010. >> Caso se confirmem tais previsões, teremos com certeza uma puxada nos preços de casas novas e por consequência nos preços de casas usadas. Os estoques de casas novas estão nos menores níveis desde a década de 1970 ou 190 mil unidades. A elevação de preços terá importante impacto no equity das famílias, ou seja, na riqueza líquida (relação Hipoteca/valor do imóvel) e aumento na capacidade de contrair novos empréstimos.

* Medidas não convencionais para aumento da liquidez no sistema. Como exemplo desses programas temos a compra, pelo próprio FED, de Títulos da dívida do próprio governo - o aumento da demanda pelos papeis leva à queda das taxas dos títulos e consequente queda nas taxas de juros na economia real (os Bônus de 10 anos são utilizados como referência para as mais importantes linhas de crédito na economia real). Uma das principais taxas, as quais são direcionadas pelos Treasuries de 10 anos, são as taxas de hipotecas de 15 e 30 anos.

EUA:

sexta-feira, janeiro 7th, 2011 - por Eduardo Vanin

16:30

Buscando novos drivers de mercado: Até outubro tínhamos o que chamamos, no jargão do mercado, de mercado binário – Euro pra cima (Dólar para baixo), ativos de risco* para cima; Euro para baixo (Dólar para cima), ativos de risco para baixo. Porém, desde então o Euro tem sofrido perdas contra a maioria das moedas (Gráfico abaixo) e, ao mesmo tempo, commodities e bolsas continuam subindo. Podemos apontar 2 razões: 1) Os dados na economia americana têm superado as expectativas do mercado, enquanto que os dados na Zona do Euro mostram uma clara discrepância no nível de atividade entre Alemanha-França e periferia do bloco. 2) Políticos e a autoridade monetária dos EUA e da Zona do Euro tomaram, claramente, caminhos opostos. Os EUA estão aumentando a liquidez e aumentando o tamanho do Estado, enquanto que na Zona do Euro optou-se pela manutenção de postura antiinflacionária e austeridade fiscal, convertendo-se em contração no nível de atividade e na falta de retomada da confiança dos investidores na reversão do quadro (as medidas de austeridade fiscal tomadas visam mitigar a aversão aos títulos da dívida soberana da periferia do Euro – O que não aconteceu – veja o gráfico abaixo as 14h).

No futuro veremos se a falta de uma postura mais firme dos EUA em relação ao controle da dívida e do déficit público serão convertidos em aversão às obrigações do tesouro. Por enquanto temos:

  • Ações: A manutenção do crescimento do lucro das empresas americanas dependerá de até quando o governo manterá os pacotes de suporte à economia.
  • Commodities: O maior problema de 2011 para a manutenção da atual tendência será a inflação. A pressão de preços está se dando por 2 vias: Governos locais promoveram aumento de liquidez e crédito (níveis recordes em várias economias) a fim de combater efeitos da crise e diminuição da dependência das exportações. Outro ponto é o excesso de liquidez no mundo (veja abaixo em Ásia/Commodities – Reservas cambiais) multiplicando os efeitos locais via aumento do poder do consumo (em U$S). Praticamente todos BC´s emergentes, em algum momento, terão que apertar a política monetária, resultando em menor crescimento ou sofrer as consequências de uma espiral inflacionária. >> A China, sem dúvida, é o driver mais importante desse mercado e, ao mesmo tempo, as commodities são a principal fraqueza da economia chinesa, dado sua grande dependência por produtos primários. Para tanto, os choques de oferta que estamos presenciando (grãos, minérios, carvão, borracha, fibras e outros) estão pavimentando inevitáveis ajustes na economia chinesa. É visível que o atual crescimento chinês está acima de seu potencial (PIB potencial = taxa crescimento do PIB sem gerar pressão de preços), ou seja, é provável que reguladores tenham que fazer ajustes mais severos em algum momento a fim de ancorar as expectativas inflacionárias. Na próxima semana serão divulgados dados como inflação, preços de casas, crédito e outros. 

*Commodities; moedas (exceto Dólar) e ações.

Gráf diário - Na ordem: 1) Euro x Libra (hoje E1 compra 83.2 centavos de libra); Euro x Yen (E1 compra 107.34 Yen; 3) SP500 

14:00

BC suíço não aceitará bônus portugueses como colateral em suas linhas de liquidez. >> efeitos: 1) Bancos que usam tais títulos como colateral terão que substituí-los por outros ativos; 2) aversão à Bônus da periferia do Euro aumenta, tornando mais caro novas emissões.

Graf – Gráfico semanal de Abril a Janeiro

>> Euro fazendo novas mínimas

11:30

>Taxa de desemprego veio em 9.4%; anterior 9.8%; esperado de 9.7%. >> A queda na taxa se deve pela queda na força de trabalho (260 mil pessoas saíram da força de trabalho) Detalhes abaixo:

>Payroll Privado: veio +113 mil vagas, esperado +180 mil; Novembro revisado de +50 mil para +79 mil – No ano, o setor privado criou 1,115 Milhão de vagas.

>Payroll total (incluindo setor público): veio +103 mil vagas, esperado +160 mil; Novembro revisado de +39 mil para +71 mil.

>Número de desempregados caiu de 15.04 Milhões de pessoas para 14.48.

>Governo cortou 159 milvagas devido ao encerramento dos contratos para o censo.

>Ganho médio por hora trabalhada: alta de 0.2%; esperado +0.2%

>Número de Horas semanais trabalhadas: alta de 0.1h par 34.3 horas

>Número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas: aumentou 113 mil para 6.44 milhões (41.9% do total de desempregados), contra o pico de 6.8 milhões em Maio.

>Número de Subempregados – aqueles que estão trabalhando meio período, mas gostariam de trabalhar período cheio: caiu 29 mil para 8.9 milhões. Em Dezembro 1.3 Milhão de indivíduos desistiram de procurar emprego ou 389 mil. Esse número é preocupante, pois contribui para a manutenção da taxa de desemprego nos níveis atuais. Por outro lado, na medida em que mais pessoas se sentirem encorajadas a procurar emprego a taxa pode voltar a subir.

Detalhes: Dez/Nov/Out/Dez09 (em 1.000)

  • Construção: -16/-2/+10/0
  • Mineração: +4/+5/+10/0
  • Manufatura: +10/-8/-4/-18 – Montadoras cortaram 3.1 mil vagas
    • Bens duráveis: 10/-2/+1/-11
      • Motores e componentes: 3.3/0.1/3.2/-1.1
    • Bens n-duráveis: 0/-6/-5/-7
  • Varejo: 12/-19.4/+38.2/-14.5
  • Transporte e Armazenagem: 8.8/+15.3/3.9/-4
  • Setor financeiro: 4/-4/3/-9
  • Temporário: +15.9/+31.1/+28.6/+49.7
  • Serviços Profissionais: +7/+49/+40/+22
  • Educação e Saúde: +44/+37/+66/+37
  • Governo: -10/-8/+17/-26
  • Lazer e hotelaria: -14/-12/+25/-7
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